sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O evangelho de São João


Atribui-se sua autoria ao filho de Zebedeu e irmão de Tiago que o teria escrito, em idade avançada, na cidade de Éfeso. Uma proposta de divisão do evangelho consiste em olhá-lo de modo bipartido: a atividade de Jesus no mundo (1,19-12,50) e o seu retorno ao Pai (13,1-20,29).

Há, também, um prólogo (1,1-18) e um suplemento (c.21). Para Dodd, podemos chamar a primeira parte de “livro dos sinais” e a segunda de “livro da paixão”. O autor vê este último livro construído sobre um modelo amplamente semelhante ao de cada episódio individual do livro dos sinais. Assim, os sinais seriam: 2,11; 4,46; 5,16; 6,14; 6,16; 9,16;11,47.

A chave dos sinais é uma, apenas, com a qual podemos ler o livro de João. Existem outras, como por exemplo, a chave da hora. Esta não é uma hora em sentido cronológico. Indica qualidade de tempo e não quantidade. É bom ver: 2,4; 7,30; 8,20; 12,23.27; 17,1.

Uma outra é a chave das festas judaicas que colocam Jesus na linha da tradição. As festas servem de enquadramento para o ministério de Jesus (moldura). O episódio programático é Caná (2,1ss). A festa abre a ação de Jesus. O episódio culminante é a páscoa da cruz (c.19).

As festas servem de explicitação do ministério de Jesus. Em João, encontramos pelo menos três páscoas que Jesus celebrou: 2,13.23; 5,1; 6,1-5; 11,56ss. Outras festas podem ser vistas no c.7,2.37-39 (tabernáculos) e em 10,22 (dedicação).


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