terça-feira, 30 de agosto de 2016

Uma introdução à Literatura profética

1. Conceitos e ideias mais comuns 

* O estreitamento do conceito de profeta como alguém que prevê o futuro, apenas;

* Constantemente se afirma que “Deus enviou os profetas a Israel para anunciarem o Messias";

* A Bíblia desmente essa ideia porque nos profetas são pouquíssimos os textos messiânicos;

* Nabî [hebraico] “chamador chamado”; prophetés [grego] porta-voz da divindade perante o povo;

* Nabî (sing), é usado para: Moisés, Miriam, Débora, Samuel, Elias. Também aparece em Jr, Hab, Ez, Ag e Zc;

* Nebî´îm (plural): grupos de profetas extáticos (em torno a Samuel); comunidades ou confrarias proféticas (em torno a Eliseu) e na conotação negativa dos adversários dos escritores;

2. Características 

* O profetismo de Israel aparece mais fortemente (de modo sintomático) em dois momentos de crise: o desaparecimento do Reino norte (722) e o Exílio de Judá para a Babilônia (597-586);

* Os textos dos profetas anteriores não estão muito interessados na “Palavra de Deus” e são de tradição muito tardia, solapando seguranças mais históricas: Jz 4; 1/2Sm; 1Rs 17-19; 21; 2Rs 1,2-17; 22,14-20;

* Mesmo os profetas escritores nos apresentam um quadro limitado pois seus livros contêm uma seleção de suas palavras que foram revisadas múltiplas vezes em redações continuadas;

* Existiram outros profetas que “rivalizaram” com os escritores, reivindicando uma fala em nome do Senhor. Talvez fossem mais populares por serem profetas de salvação;

* Às vezes, o profeta era chamado de hozeh (vidente) ou de “homem de Deus” (Samuel e Eliseu);

* Os ro`eh e hozeh se destacam pela recepção da Palavra de Deus que se processa por meio da visão e da audição.

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