segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Os Salmos Hínicos

por Ronildson de Aquino


Salmos 111, 146 e 149 

Os hinos são uma expressão de amor e alegria do povo de Israel ao Deus criador. Sua origem parece estar na Liturgia do Templo.

 Salmo 111

O salmo tem estrutura alfabética no original. Trata-se de uma celebração festiva da comunidade da Aliança.

vv. 1-3. Deus merece o louvor dos homens pelas grandes e maravilhosas obras que ele tem feito;
vv. 4-6 As suas obras demonstram bondade e misericórdia, protegendo e sustentando o seu povo;
vv. 7-9 As suas obras se baseiam no seu caráter: verdade, justiça, fidelidade, retidão e santidade;
v.10. Os prudentes seguem a sabedoria do Senhor.

Nota-se que:

Existem binômios presentes no salmo; descrição do caráter de Deus, como grande profissão de fé; salmo apresenta uma história de Israel condensada.

Salmo 146

Temos neste salmo um cântico singelo de confiança ao Senhor. É uma confissão de fé ao Deus criador.

vv. 1-2. A palavra “Aleluia” é um termo especial de louvor, que inclui uma forma do nome de Deus. Sempre deve ser pronunciada com reverência para com o Senhor. O Salmista promete louvar a Deus durante toda a sua vida;
vv. 3-4. Não devemos confiar em homens, nem nos mais poderosos, porque não são capazes de salvar, e seu poder é limitado ao pouco tempo que vivem;
vv. 5-7. Bem-aventurado aquele que confia no Senhor. Ele é o criador, o fiel sustentador, e o justo protetor dos oprimidos;
vv. 7-10. O Salmo encerra-se com uma série de declarações sobre as obras de Deus em relação ao seu povo.

Oito ações do Senhor:

Alimenta os famintos; Liberta os encarcerados; Abre os olhos dos cegos; Levanta os abatidos; Ama os justos; Guarda os peregrinos; Ampara o órfão e a viúva; Transtorna o caminho dos perversos.

Nota-se que:

Na simplicidade está a grandeza de Deus, não se trata de um louvor desencarnado, distante da nossa realidade, tem relação direta com a nossa vida. Quem louva a Deus está consciente do seu limite, mas tem uma diferença em sua vida. A criação e a libertação são motivos de louvor. O louvor ressalta que há uma carência real (7-9); quem louva se compromete com a história. Jesus uma vida de louvor, se comprometeu com a verdade. Este salmo tem ressonância na vida e na pregação de Jesus, como por exemplo, Lucas 12,13-21.

Salmo 149

O Salmo motiva toda a comunidade de Israel que acampa no Templo do Senhor para cantar Hinos Ao Deus Criador.

vv. 1-3. Convite. Um Deus que assume novamente seu senhorio na festa por isso um cântico novo. Um novo cântico: Seis vezes no livro de Salmos, ele fala de louvar a Deus com um cântico novo (33, 3; 40, 4; 96,1; 98,1; 144, 9; 149,1). O homem nunca esgotará os motivos para adorar a Deus; sempre descobrirá novas razões para lhe dar honra e glória.
v. 4. O Senhor coroa os oprimidos (ideia de Salvação).
vv. 5-9. Celebrar a vitória junto ao Senhor. Os servos fiéis se dispõem como instrumentos da justiça do Senhor. Punição aos gentios; Ideia do Deus da Guerra. Triunfo Final

Nota-se que:

A imagem de Deus do 1º Testamento; Atenção: fiéis (v.v. 1,5,9) + rei (v. 2 Deus Criador,v. 9 os reis que oprimem); ação de Deus “que gosta do seu povo”, qual o brilho que Deus quer? Das algemas? Da salvação? Espada de dois gumes, expressão retomada no 2º testamento Hb 4,12; Ef 6,17; Ap 12,16.

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