quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Profetas e profecia: o que significam?



Seria a profecia uma previsão de futuro? Um anúncio de coisas ruins ou apocalípticas? Por que entre nós esse conceito é comum? Nas novelas e nos filmes aparecem sempre essa ideia. Seria uma ideia bíblica?

Estas e outras ideias nos levam para o texto bíblico com não poucos preconceitos de modo que tendemos a aplicar neles as nossas ideias modernas sobre tais assuntos.

A palavra hebraica nabî (profeta) aponta na direção daquele que chama, fala, anuncia ou aquele que é chamado. Há que se ter atenção para o fato de que a compreensão dos termos “profeta” e “profecia” precisa ser bem avaliada. Na verdade, os profetas bíblicos se preocupavam, sim, com o futuro, mas de modo bastante reduzido. Contudo, a sua preocupação está mais pautada no presente. pode-se realçar a predominância do significado de falar em nome de... sobre o de revelar coisas futuras ou ocultas. Não se exclui da função do profeta o anúncio do futuro, mas não lhe é essencial.

É aí que entra um elemento importante que chamamos de história.

Parece que na Bíblia sempre existiram profetas uma vez que Abraão (Gn 20,7), Moisés, Myriam (Ex 15,20) e outros recebem este nome. Será verdade? É preciso ter cuidado porque a profecia parece sofrer uma certa evolução.

Profetas anteriores:

Natã (2Sm 17,1-7; 12,1-15); Aías de Silo (1Rs 11,11ss. 29); Semeías (1Rs 12,22ss.); Elias e Eliseu (1 e 2 Reis);

Nota-se que as mulheres não foram excluídas da profecia nem no AT nem no NT (Miriam Ex 15,20; Débora Jz 4,4; Hulda 2Rs 22,14; Ana 1Sm 2,1 [Lc 2,36]; filhas de Filipe At 21,8-9).




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