sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pergaminhos, papiros e computadores III

1. O Antigo e o Novo: considerações à luz de Walter Benjamim

O filósofo alemão Walter Benjamim, nos anos 30 do século passado, escreveu um ensaio importante sobre a obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. No seu pensamento, a fotografia e o cinema apareciam como elementos importantíssimos e norteadores do comportamento e do modo como o ser humano poderia ser visto e poderia ver o mundo.

Esse desenvolvimento técnico traria uma nova possibilidade que Benjamim classificou como a passagem da mão ao olho, isto é, o que antes tocava o fazer com as mãos, como o desenho e as obras de arte em nível de pinturas e outras práticas, passam, agora, para a lente de uma câmera.

Percebo, também, que a própria invenção da imprensa contribuiu para um passo importante no crescimento da humanidade. Embora o livro não esteja na gênese da formação humana, ele é de suma importância no decorrer dos séculos e da história. Em outras palavras, a humanidade não dependeu do livro para sua formação. Basta lembrarmos a tradição oral. O que ocorre, no entanto, é que o livro está indo para o ciberespaço. Mesmo o espaço sagrado das religiões tidas como religiões do livro (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo) esta palavra nos chega, agora, por meio de hipertextos dos quais não sabemos a origem, a tradução ou a idoneidade de quem os colocou na rede.

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