quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Eleição não é privilégio, é responsabilidade!


1. Essas palavras me ocorrem a partir da leitura do livro de Amós. Esse profeta, firme em suas palavras e radicado em suas convicções, convida o Reino do Norte (Israel) a se posicionar diante da situação de seu povo. Dirigindo-se, na maioria das vezes, às classes dirigentes daquele século VIII a.C., Amós questiona a confiança numa aliança que “permite” os abusos contra os pobres.

2. Para ele, Israel não é menos falto que seus vizinhos e nem menos criminoso do que eles. Para um povo que achava que a eleição estava sobre todas as coisas, o profeta abre seus olhos a fim de perceberem que podem ser “farinha do mesmo saco”. Algumas palavras dele me surpreendem sempre que as leio. Fico pensando que, se elas se parecem com coisas que vemos hoje, não seria uma mera co-incidência.

3. Primeiro ele fala contra as Vacas de Basã (as mulheres de Samaria) que oprimem os fracos, esmagam os indigentes e dizem aos seus maridos: “trazei-nos o que beber”. Por que será que isso hoje não acontece? Depois dispara contra os comerciantes, acusando-os de comprar o fraco com dinheiro e o indigente por um par de sandálias.

4. Aqui, sim, se alguém ler no lugar de dinheiro “um saco de cimento” e no lugar de sandálias “um botijão de gás”, será mera co-incidência! Além disso, ele acusa os comerciantes de mexerem no fiel da balança: coisa tão antiga e tão nova, mas hoje, com requintes que escandalizariam o próprio Amós. A conclusão do profeta é desconcertante: “não tremerá por causa disso a terra?” Treme sim, Amós, treme sim! E para os que acham que podem fazer tudo isso, esperarem em Deus, irem aos templos, oferecerem seus dízimos e ofertas e ficarem impunes, o profeta avisa: “o dia do Senhor será trevas e não luz. É como alguém que foge de um leão e um urso cai sobre ele. Ou que entra em casa, coloca a mão na parede e a serpente o morde!”

5. Eis que chega o dia 07 de Outubro, mas eleição não é privilégio, é responsabilidade!

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