sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ano Novo


O fim do ano, quando chega, traz consigo sentimentos contraditórios. Dentre eles, vazio e esperança. Apesar de sabermos que apenas um minuto separa o antigo ano do novo, há busca de abraços e desejo de desejos. Há, também, bebida fina e comida exótica, roupa branca e lágrimas esperadas. No entanto, o resto do ano é de bebida comum (quando ela existe), comida simples (quando ela existe) e cores mistas (em nossa guerra diária). A banalização das festas já não ajuda mais a enxergar as suas nuances simbólicas. O ano que se despede fica literalmente para trás, uma vez que com ele nada se aprendeu. O que se inicia, apresenta-se como uma incógnita ou como um começar de novo, numa ideia de eterno retorno. Cai por terra o maravilhoso ciclo da vida, onde há oportunidade para o constante aprendizado e para a renovação da esperança. Para os cristãos, a alegria de sabermos que há sentido para a vida, prometida por Aquele que, na simplicidade da poeira de Nazaré, ensinou como se deve amar.

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