quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mês da Bíblia: o êxodo, Jesus e os Evangelhos


O mês da Bíblia, nesse ano de 2011, reflete os capítulos de Ex 15-18. 

O livro do Êxodo é, sem dúvida, um dos mais carregados de Teologia do Antigo Testamento. É livro fundador, fundacional, importante como literatura, teologia, narração e esperança. Embora o livro seja muito posterior aos eventos que narra, o êxodo de Israel do Egito, no século XIII a.C. é um dos eventos mais marcantes da história daquele povo. Mesmo o exílio para a Babilônia, no século VI a.C., teve, no evento exodal sua força para superar as adversidades todas. 

Essa obra monumental que mistura narrativas fantásticas, eventos históricos e teologia profunda, é como um manancial que jorra até o Novo Testamento configurando esse outro monumento num eco infinito das antigas ações do Senhor. Basta, para isso, observar o quanto os evangelistas [para ficar só neles] beberam dessa água e a colocaram em metáforas ainda mais ricas. 

Começamos por notar como os eventos da vida de Moisés (sua infância) são contados nos dois primeiros capítulos do Êxodo para depois retratarem sua missão a partir do capitulo terceiro. Assim fazem Mateus e Lucas com a infância de Jesus. 

Mateus apresenta Jesus fugindo com seus pais para o Egito por causa da matança promovida por Herodes, tal como aconteceu nas narrativas sobre Moisés. José é o protetor de Jesus [novo povo] como o foi José do Egito, lembrado em Ex 1,5-6. Depois Jesus volta, fazendo um Novo Êxodo para a terra de Israel. Marcos inicia seu texto apresentando o Batista que é “voz que clama no deserto”. A seguir, os 40 dias de Jesus também se tornam exodais. Lucas desenvolve a infância de Jesus com riqueza de detalhes dando relevo aos pastores, tal qual Moisés antes de apascentar o povo de Deus. 

João aparece um tanto dissonante, apresentando aos dirigentes Judeus um êxodo que eles parecem não ter percebido: “ninguém viu a Deus” [seria uma alusão à cegueira dos dirigentes que não querem ver a Jesus?]. Para o quarto evangelista, somente o Filho viu a Deus (1,18). Jesus também oferece água boa (Jo 4), como Deus no deserto. ELE oferece o novo Maná (Jo 6) e se apresenta sempre como EU SOU [como Deus se revelou a Moisés no Horeb]. Além disso, João diz que os pais comeram o Maná e morreram, uma clara indicação de que Jesus é vida para SEMPRE.

Além dessas evidências [há muitas outras mais] toda a paixão de Jesus se configura no momento festivo emblemático para a vida do povo: a Páscoa.

Boas leituras e reflexões. Durante o mês, publico mais textos sobre esse tema.

Leia também, 14 indicações sobre Êxodo 3.

2 comentários:

Anônimo disse...

SENTINDO FALTA DA SUA AULA. AMIGO

NA BUSCA DA VIDA, NAO DA' PRA DEIXAR DE REFLETIR SOBRE A VIDA DESSE JUDEU FILHO DE UM MARCENEIRO QUE MUDOU O MUNDO. POR TER CORAGEM DE EXTERNAR SUA VERDADE.
POR UM MUNDO MELHOR, SE POSSIVEL DIVULGUE A MSG DESSA VIDEO
http://www.youtube.com/watch?v=0g-Y7RAdhGI
O SANGUE,O SACRIFICIO DE JESUS CRISTO, NAO FOI EM VAO
www.youtube.com

lulu disse...

NA BUSCA DA VIDA, NAO DA' PRA DEIXAR DE REFLETIR SOBRE A VIDA DESSE JUDEU FILHO DE UM MARCENEIRO QUE MUDOU O MUNDO. POR TER CORAGEM DE EXTERNAR SUA VERDADE.