terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Foi Assim


Ela me olhou assim, de cima a baixo, com aquele olhar que a gente fica doido pra achar um espelho pra ver se tem algo errado com a boca, alguma coisa no dente ou um fio de linha no cabelo. Me pediu para tirar a camisa mas aquele ar condicionado tava dando arrepios (aliás nunca sei se é ar condicionado ou acondicionado, alguém queira me explicar!). Com muito custo e com o pouco daquele olhar tirei a camisa para satisfazê-la. Depois de algum tempo com a camisa na mão, olhou de várias formas para mim e para ela. Eu ali, nu da cintura para cima, esperava o próximo passo dominado por aquela que era, agora, mais uma mulher em minha vida. Haviam me dito que era a melhor, que era a que mais bem sabia fazer aquele tipo de coisa. Foi por isso que fui confiante, na esperança de que para mim também desse tudo certo. Na semana seguinte seria a festa e eu precisava muito saber se ela aceitaria fazer aquilo por mim. Depois da camisa pediu-me que tirasse a calça. Eu não sei se sentia mais frio por causa do ar ou por causa da apreensão, mas consegui tirar. Ela não parecia se importar comigo e isso me incomodou um pouco, confesso. Sempre achei que pudesse ser atraente, que conquistasse olhares, mas para ela, nada disso parecia valer. Depois de algum tempo dentro daquele biombo, ela me entregou a camisa e a calça e me disse: “o senhor passe aqui na segunda-feira que seu terno vai estar pronto. O preço a gente combina depois já que a medida de seu corpo está dentro do padrão mais normal”. Agradeci a costureira e saí!

Nenhum comentário: