quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O óleo e a unção na Bíblia


As unções com óleo, ao longo da Bíblia, tem referenciais muito peculiares e significativos. Elas podem ser sinal de alegria ou de honra, unção de enfermos e possessos além da consagração. Na visão dos hebreus, a unção com óleo transmite força, alegria e beleza, além de ser um sinal de respeito, uma consagração.

Em Isaías 61,3, lê-se: “a fim de dar-lhes um diadema em lugar de cinza e óleo da alegria em lugar de luto”. O profeta está chamando a atenção para a alegria acentuada ao longo deste texto. Assim como derramar óleo sobre a cabeça de um hóspede é sinal de honra (Sl 23,5), se constitui uma infelicidade ser privado de qualquer unção (Dt 28,40; Mq 6,15).

Vê-se, no evangelho, que Jesus é honrado com a unção. O texto se repete nos quatro evangelistas com algumas variações: Mt 26; Mc 14; Lc 7 e Jo 12.

Na cura dos doentes também se utilizava o óleo. Em Isaías 1,6 tem-se uma boa referência, embora num oráculo de juízo:

“Desde a planta dos pés até a cabeça, não há um lugar são. Tudo são contusões, machucaduras e chagas vivas, que não foram espremidas, não foram atadas nem foram amolecidas com óleo.”

A epístola de Tiago orienta os presbíteros a fazerem a unção com óleo nos enfermos em nome do Senhor (5,14). A expulsão dos demônios está, em Marcos 6,13, ligada à cura dos doentes. A unção como consagração faz alusão aos objetos de culto, particularmente altar (Ex 29,36; 30,26-29), aos reis (1Sm 10), aos sacerdotes (Lv 8,12), aos profetas (1Rs 19,16), ao Cristo (Hb 1,9) e aos cristãos (2 Cor 1,21).


Para ler:

DUFOUR, X.L. Vocabulário de Teologia Bíblica (verb. unção). Petrópolis: Vozes, 1977.

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