quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Ausência de sensibilidade crítica e de consciência histórica



Há uma falta de indignação no mundo moderno. Entenda-se bem: indignação. Sobre ela Aristóteles afirmava: “A indignação é uma virtude, constituindo um justo meio entre a indiferença e a raiva...” (Ética a Nicômaco, IV,11). Há um impressionante marasmo que assola a humanidade! A cada momento o ser humano é bombardeado por uma série de desrespeitos, violências e toda sorte de atrativos que, em nada, conduzem a uma experiência de vida calcada numa ética humanizadora.

A solidão de casa e do coração são, hoje, os sinais mais visíveis daquilo que gera o individualismo, o fechamento num si-mesmo e a busca de prazer pessoal. O fato objetivo, no entanto, consiste na mortalidade humana que é inerente ao caminhar deste mesmo ser humano e que não se encontra (somente) no final de sua vida.

A ilusão do controle de tudo traz à mente humana a sensação de que tudo é possível mesmo que isso signifique suprimir um outro “eu”. O que ora se vê, em nível de relaxamento, descuido e lentidão em dar passos na direção da vida não é uma lamparina bruxuleante no interior de uma floresta, mas um farol na encosta pedregosa da enseada que cumprimenta os navios mais distantes.

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