quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Apóstolo Paulo - resumo


PATTE, Daniel. Paulo, sua fé e a força do Evangelho (133-176)
Paulinas, São Paulo. 1987


· Paulo e a fé farisaica

Para entendermos plenamente o que caracteriza o Evangelho como sistema de convicções, temos de contrastá-lo com o que ele não é. Paulo opõe o Evangelho ao judaísmo no nível das convicções mais fundamentais: as que se referem às relações dos homens com o Divino (justificação pela fé e justificação pelas obras da Torá)

· O princípio de organização das convicções do judaísmo farisaico

O judaísmo pode ser definido, de modo geral, como a religião que considera a Bíblia hebraica como sua escritura, e como tal não pode ser identificado com a religião dos antigos israelitas, apresentada na Bíblia hebraica. Esta religião do livro está estreitamente relacionada com a religião dos antigos israelitas impressa em sua escritura, mas essa nova convicção a respeito da escritura causou significativa mudança no sistema de convicções Para descobrirmos o que caracteriza a fé judaica temos de ouvir os judeus fiéis e zelosos, como eles se exprimiram em sua própria literatura.

· A multiplicação das leis

Como bem se sabe, a parte mais importante da primitiva literatura rabínica e certamente a parte que tem mais autoridade, é constituída de leis. Até mesmo os aspectos mais triviais da vida dos judeus zelosos e devotos eram influenciados por sua religião. Sua vida era totalmente dedicada ao serviço do Deus único. Por esta causa, eles sentem a necessidade de completar os mandamentos bíblicos do pentateuco com numerosas outras leis que tem sua origem em tradições ou em interpretações das leis bíblicas, pois as leis bíblicas não são bastante abrangentes para cobrir todos os aspectos da vida dos fiéis.

· Povo eleito de um Deus de graça

O termo aliança se refere a um contrato entre duas partes, neste caso entre Deus e o seu povo. A eleição, que era para eles a bênção suprema, era o Dom de um Deus de amor e de graça. Essa é uma das convicções fundamentais que os fariseus e os rabinos possuíam. Por que foram os israelitas escolhidos por Deus? Isto é um mistério sobre o qual os rabinos meditam. É bem claro que foi Deus quem tomou a iniciativa de escolhe-los, de forma que a eleição é ato de um Deus que é graça e amor.

· Uma visão fechada da história sagrada

A interpretação da escritura pela escritura implica não só a convicção de que a escritura é em si mesma a revelação completa e final, mas também, que a revelação é una como Deus é uno.
Assim o princípio de interpretação das escritura pela escritura exprime a convicção de que a história sagrada é “fechada.” Para Paulo a história sagrada não é fechada. Além dos atos bíblicos de Deus, no presente dos fiéis há novos atos de Deus que implicam novas revelações, a saber, novas eleições e vocações e portanto novas alianças.

· A descoberta da vontade de Deus nas novas situações culturais

Entrando na escritura, que estrutura o culto da sinagoga, a comunidade judaica se percebe como o povo eleito. Neste contexto tem lugar outra relação com a escritura: as interpretações que implicam atualizações.

· A maneira de caminhar como povo eleito

O melhor modo de manifestar a relação especial com Deus é Ter o povo uma santidade especial. Deve ser santo como Deus é santo, separado como Deus é separado. Sem dúvida, o farisaísmo pode ser chamado de “legalista” em razão do lugar central da lei nas suas idéias e convicções sobre o modo como viver a vocação de povo eleito.

· O judaísmo farisaico e o Evangelho como sistemas de convicções

Para os fariseus, a Torá é a revelação completa e final. Paulo proclama nova revelação em Cristo. A história sagrada (história dos atos revelatórios de Deus), que para os judeus estava fechada, para Paulo está agora reaberta.

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Um comentário:

Anônimo disse...

ler todo o blog, muito bom