sábado, 25 de agosto de 2012

Elementos a serem considerados antes de ler a Bíblia

1) Pode ser feita a pergunta sobre o fato de Gn 1-3 e Ap 20-22 estarem nos extremos da Bíblia trazendo dois paraísos. Isso lhes conferem novo sentido. É uma inclusão literária. São acréscimos de sentido que acontecem no ato da canonização.

Ex.: Árvore da vida (Gn 3,22; Ap 22,2); os rios (Gn 2,10; Ap 22,2)

2) Como surgiu a atual sequência da Septuaginta? É diferente da Bíblia Hebraica (BH)? Sequência que põe os profetas no fim de forma que Malaquias torna-se o prelúdio do que João Batista prega?


Ex.: Malaquias 3,1 (Eis que envio o meu mensageiro); Mt 3,3 e Mc 1,2

3) Mateus começa falando da Gênesis de Jesus (1,1.18) referência ao Gênesis 1-11? E mais, ele cita (nesta ordem): Abraão, Isaac e Jacó (Gn 12-50); divide as gerações: Abraão a Davi – Davi ao exílio – do exílio a Jesus (14 gerações, em cada = 2x7).

4) O motivo do deserto é flagrante na Bíblia: em primeiro lugar, o êxodo (3,18). A partir daí, inúmeras referências: Dt 8,2; Sl 78,52; Os 2,14 e 13,5; Mt 3,1 e 4,1; Jo 6 (esp. V.31); Ap 12,6 e outros.

5) A criação do ser humano do barro e a volta ao pó: Gn 2,7; Ecl 3,20; Sl 104,29; Jo 9,6.

6) reelaborações teológicas: têm grande força evocadora: ex. 2Cr 3,1 indica Gn 22,2.14, sem nenhuma base histórica ou geográfica. Ez 47,1-22 indica o Éden, a árvore da vida e o Monte Sião.

7) reelaborações baseadas em personagens: Noé como novo Adão (Gn 9,1-9); Josué como novo Moisés (Js 1); Elias como novo Moisés (1Rs 19 - testemunha no Horeb); Jesus como novo Moisés (Mt 2,16 e Ex 3,22; Jo 6,1 e Ex 14,21; Jo 6,2 e Ex 7-11); Jo 3,14 e Nm 21,9.

8) perspectiva numérica: êxodo (40 anos) – Jesus (40 dias no deserto); 12 tribos – 12 apóstolos – 12 estrelas (Ap 12) e a junção em Ap 21,12 e Lc 22,30.

Um comentário:

Paulo Giovanni disse...

Muito bacana seu blog ..

http://takecarro.blogspot.com/